Como criar experiências de aprendizagem que engajam e transformam

Cada pessoa tem a sua lente e a sua própria forma de aprender. De sentir, de captar, de processar informações, de fazer associações, de enxergar o mundo.

Atualmente, conhecendo como o nosso cérebro funciona, sabemos a importância de criarmos novas formas de liderar, de comunicar, de se relacionar, de ensinar.

Dependendo da forma como conduz um treinamento, o facilitador coloca os participantes em um dos dois lugares: de “telespectadores” ou de “protagonistas”. Numa posição passiva de “receber” informações ou como protagonista, co-responsável pelo seu aprendizado.


O facilitador precisa desenvolver a habilidade de “ensinar a aprender” e a humildade de reconhecer que ele não é o “dono do conhecimento” e o outro, apenas um “aprendiz”. É preciso construir novas crenças sobre como as pessoas aprendem e se engajam. Construir experiências de aprendizagem não é o mesmo que informar ou instruir. Saber gerar conexão com cada grupo é a grande chave da aprendizagem. É como se ela fosse capaz de “abrir” no outro a porta para o aprendizado.


Há alguns anos, como facilitadora, emprestei o conceito da “Liderança Situacional” e comecei a pensar como uma “Facilitadora Situacional”, aquela que está atenta a necessidade e forma de aprender de cada grupo, de cada participante. Essa observação consciente, nos possibilita ajustar a nossa forma de conduzir e “temperar” diferente a cada experiência.


Um bom facilitador precisa ter essa flexibilidade. Alguns precisam de mais (ou menos) atenção, estímulos, explicações. Aprender a “calibrar” a sua própria forma de conduzir um treinamento, olhando para o grupo (não para si) é o grande fator de sucesso de um processo de aprendizagem. Porém, não é só isso. Temos outros pilares que precisam sustentar todas as experiências de aprendizagem. Como facilitadora, te convido a refletir junto comigo sobre 3 pilares que escolhi para conversarmos hoje e depois me conta o que teve mais significado para você:


· Objetivo de aprendizagem: esse é o ponto de partida para criação de uma experiência de aprendizagem. É essencial que o facilitador tenha como bússola o objetivo de cada encontro, que é uma promessa que deve ser cumprida ao final do treinamento. O que terá sido aprendido? Toda atividade em grupo, todo jogo, precisa ter um porquê. Se você for facilitador e a sua dinâmica ou filme favorito não se conecta com o objetivo, por favor guarde-os para um momento de puro lazer! É maravilhoso gerar aprendizados de forma divertida, desde que se tenha clareza do propósito, senão será apenas um momento bacana que não terá nenhum resultado na prática....


· Autonomia: o ser humano tem a necessidade de escolher, de decidir como prefere fazer algo, de se sentir “ouvido” e tendo um certo controle sobre as coisas. Engajamento é fruto disso, da gente se sentir valorizado, importante! Num treinamento, sentir que eu tenho escolhas e que eu posso participar ativamente do meu aprendizado faz toda a diferença!


· Comunicação: ah, o nosso grande e eterno desafio não é mesmo? A cada 10 líderes que ouvimos, 10 dizem “precisamos melhorar a comunicação na equipe, na empresa...” Para gerar aprendizado, a forma do facilitador se comunicar - ouvir, interagir, interromper, permitir, compartilhar, falar, se mover, expressar, responder e perguntar impactam na abertura ou no “fechamento” das pessoas ao aprendizado. Nosso cérebro sempre quer nos proteger! Se eu sinto que esse ambiente não é seguro, que posso receber críticas ou me sentir exposto o que eu faço? Ao se sentir ameaçado a gente “foge ou ataca”, o que num treinamento significa “calar” e perder a participação, a conexão e até a presença do grupo ou “criticar” e o treinamento deixar de ser um caminho para experimentar e aprender e perder todo o seu sentido, objetivo e investimento.


Pois é, ser um facilitador, ao meu ver, é uma linda missão. Por isso eu a escolhi para minha vida! Tenho consciência de que para gerar aprendizado no outro, eu preciso conhecer meus medos, meus valores, minhas necessidades, meus talentos e minhas fragilidades.


Ser facilitador, assim como ser líder, não é colocar uma “capa” de herói e mostrar os seus conhecimentos. É o contrário disso: é despir-se de egos, é desapegar para abrir espaço, é compartilhar os seus conhecimentos e a sua força, sendo vulnerável.


Um verdadeiro facilitador compreende que o seu papel é levar conteúdos, estratégias e estímulos diversos, instigantes e criativos que acessem a mente e o coração de cada participante. E aí sim, a “mágica” da aprendizagem acontece. Aprender é gerar uma mudança cognitiva, é permitir ao outro acessar o seu potencial, agregando novas informações. É transformar mentes.


É assim que a Vikaas conduz todas as suas experiências de aprendizagem, seja um processo de coaching, de mentoria, um workshop, uma consultoria, ajudando a empresa, o líder, a equipe a “aprender a aprender e se transformar”. Venha vivenciar com a gente a Mentoria do Líder Alpinista que está com inscrições abertas para a turma on-line e a vivo.


Ellen Ravaglio, Psicóloga, Sócia Fundadora da Vikaas Consultoria & Treinamento, Co-criadora do Líder Alpinista, uma experiência de aprendizagem que ajuda líderes a superarem as adversidades da vida com mais resiliência, estratégia e equilíbrio.

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